Como se pega AIDS?

O HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal e pelo leite materno.

ASSIM PODE PEGAR O HIV

Sexo vaginal sem camisinha
Sexo anal sem camisinha
Sexo oral sem camisinha
Uso da mesma seringa ou agulha por mais de uma pessoa
Recepção de sangue infectado
Mãe infectada pode passar o HIV para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação
Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados

ASSIM NÃO PEGA O HIV

Relação sexual, desde que se use corretamente a camisinha
Masturbação a dois
Beijo, suor e lágrima
Picada de inseto
Aperto de mão ou abraço
Uso compartilhado de talheres,  copos, sabonete , toalha e lençóis
Assento de ônibus
Piscina, banheiros e pelo ar
Doação de sangue

Prevenção

As ações de prevenção têm origem na análise de tendências das epidemias e na identificação das populações mais vulneráveis.  Estão baseadas nos seguintes parâmetros:

•    O uso consistente da camisinha é o meio mais seguro de se prevenir contra o HIV/AIDS e contra outras doenças sexualmente transmissíveis;
•    Seringas e agulhas não devem ser compartilhadas;
•    Toda gestante deve ser orientada a fazer o teste do vírus da AIDS (o HIV) e, em caso de resultado positivo, ser orientada sobre os seus direitos e os de sua criança, sobre a importância de receber os cuidados recomendados pelo Ministério da Saúde antes, durante e após o parto, para controlar a doença e prevenir a transmissão do HIV para o seu filho;
•    Todo cidadão tem direito ao acesso gratuito aos medicamentos anti-retrovirais. A boa adesão ao tratamento é condição indispensável para a prevenção e controle da doença, com efeitos positivos diretos na vida da pessoa com HIV/AIDS.

Como usar a camisinha masculina

Colocando a camisinha

O preservativo masculino ou camisinha é uma capa de borracha (látex) que, ao ser  colocada sobre o pênis, evita a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST´s) e do vírus causador da AIDS, o HIV. A camisinha também é eficiente na prevenção da gravidez.

Passo a passo:

•    Sempre coloque a camisinha antes do início da relação sexual;
•    Coloque a camisinha quando o pênis estiver duro;
•    Encaixe a camisinha na ponta do pênis, sem deixar o ar entrar;
•    Vá desenrolando até que ele fique todo coberto;
•    Não deixe a camisinha ficar apertada na ponta do pênis – deixe um espaço vazio na ponta da camisinha que servirá de depósito para o esperma;
•    Aperte o bico da camisinha até sair todo o ar, mas cuidado para não apertar com muita força e estragar a camisinha;
•    Se ela não ficar bem encaixada na ponta, ou se ficar ar dentro, a camisinha pode rasgar.

Como usar camisinha feminina

A camisinha feminina é uma “bolsa” feita de um plástico macio, o poliuretano, que é um material mais fino que o látex do preservativo masculino. Essa bolsa recebe o líquido que o homem libera na relação sexual, impedindo o contato direto dos espermatozóides com o canal vaginal e com o colo do útero da mulher, evitando assim o contágio por doenças sexualmente transmissíveis, pelo HIV, e prevenindo a gravidez não planejada.

A bolsa tem 15 centímetros de comprimento e oito de diâmetro – é bem mais larga que o preservativo masculino e tem mais lubrificação também. Na extremidade fechada existe um anel flexível e móvel que serve de guia para a colocação da camisinha no fundo da vagina. A borda do outro extremo termina em outro anel flexível, que vai cobrir a vulva (parte externa da vagina).

•    Uma vez terminada a relação, retire a camisinha apertando o anel externo; torça a extremidade externa da bolsa para garantir a manutenção do esperma no interior da camisinha; puxe-a para fora delicadamente.

Prevenção da AIDS no Pré-Natal

Toda mulher grávida deve fazer o teste da AIDS. Esse exame é especialmente importante durante os meses de gestação porque em caso positivo para infecção da mãe, ela poderá receber um tratamento adequado e, na hora do parto, evitar a transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV.

Quanto mais precoce o diagnóstico da infecção pelo HIV na gestante, maiores são as chances de evitar a transmissão para o bebê.  Se forem tomados todos os cuidados devidos, esse risco pode ser reduzido em até 67%.O tratamento é gratuito e está disponível no SUS.

A prevenção de uma transmissão vertical é feita pela mãe, sob orientação médica sempre, por meio do uso do AZT durante a gravidez e no momento do parto. O recém nascido também deve fazer uso desse mesmo medicamento por um período de 06 semanas.

A transmissão do HIV também pode acontecer durante a amamentação, através do leite materno. Portanto, o leite da mãe deve ser substituído por leite artificial ou leite humano processado em bancos de leite que fazem aconselhamento e triagem das doadoras.

Medidas eficazes para evitar o risco de transmissão do HIV de mãe para filho são: o diagnóstico precoce da gestante infectada, o uso de drogas anti-retrovirais, o parto cesariano programado, a suspensão do aleitamento materno, substituindo-o por leite artificial (fórmula infantil) e outros alimentos, de acordo com a idade da criança.

Prevenção com relação ao uso de drogas injetáveis

O risco de um usuário de droga injetável (UDI) infectar-se pelo HIV ou por qualquer outro agente de doença está atrelado forma como a droga é utilizada: se houver compartilhamento de seringas e agulhas, esse risco é elevado.

Prevenção e Tratamento das DST

•    CANCRO MOLE
Pode ser chamada também de cancro venéreo. Popularmente é conhecida como cavalo. Manifesta-se através de feridas dolorosas com base mole.

Sinais e Sintomas

Os primeiros sintomas aparecem dois a cinco dias após relação sexual desprotegida com portador da doença, período que pode se estender até duas semanas.

No início, surgem uma ou mais feridas pequenas com pus. Após algum tempo, forma-se uma ferida úmida e bastante dolorosa, que se espalha e aumenta de tamanho e profundidade. A seguir, surgem outras feridas em volta das primeiras. Após duas semanas do início da doença, pode aparecer um caroço doloroso e avermelhado (íngua) na virilha, que chega a prender os movimentos da perna, impedindo a pessoa de andar.

Essa íngua pode abrir e expelir um pus espesso, esverdeado, misturado com sangue. Nos homens, as feridas, em geral, localizam-se na ponta do pênis. Na mulher, ficam, principalmente, na parte externa do órgão sexual e no ânus e mais raramente na vagina (a ferida pode não ser visível, mas provoca dor na relação sexual e ao evacuar).

A manifestação dessa doença pode vir acompanhada de dor de cabeça, febre e fraqueza.

Formas de contágio

Prática de sexo (vaginal, anal ou oral) desprotegido com pessoa contaminada.

Prevenção

Como o contágio é feito pela prática sexual, a melhor forma de prevenir-se contra o cancro mole é fazer uso do preservativo em todas as relações sexuais. Cuidar bem da saúde e da higiene também são formas de prevenção.

Tratamento

O cancro mole é tratado com medicamentos base de antibióticos, sabonetes e loções. Além do tratamento, deve-se realizar intensa higiene local. É preciso não fazer mais sexo até o fim do tratamento e é recomendado o tratamento também dos parceiros sexuais porque podem existir portadores que não manifestam sintomas.

•    CONDILOMA ACUMINADO
O condiloma acuminado é uma lesão na região genital, causada pelo Papilomavirus Humano (HPV). A doença é também conhecida como crista de galo, figueira ou cavalo de crista.

Sinais e Sintomas

O HPV provoca verrugas com aspecto de couve-flor e de tamanhos variáveis nos órgãos genitais. Pode ainda estar relacionado ao aparecimento de alguns tipos de câncer, principalmente no colo do útero, mas também no pênis ou no ânus. Contudo, nem todo caso de infecção pelo HPV irá causar câncer.

Formas de contágio

A infecção pelo HPV é muito comum. Esse vírus é transmitido pelo contato direto com a pele contaminada, mesmo quando ela não apresenta lesões visíveis. A transmissão também pode ocorrer durante o sexo oral. Há ainda a possibilidade de contaminação por meio de objetos como toalhas, roupas íntimas, vasos sanitários ou banheiras.

Prevenção

Não existe forma de prevenção 100% segura, já que o HPV pode ser transmitido até mesmo por meio de uma toalha ou outro objeto. Calcula-se que o uso da camisinha consiga barrar entre 70% e 80% das transmissões, e sua efetividade não é maior porque o vírus pode estar alojado em outro local, não necessariamente no pênis, mas também na pele da região pubiana, períneo e ânus.

A novidade é a chegada em 2006 da primeira vacina capaz de prevenir a infecção pelos dois tipos mais comuns de HPV, o 6 e o 11, responsáveis por 90% das verrugas, e também dos dois tipos mais perigosos, o 16 e o 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero. Ainda estão em discussão os valores para dose (3 doses), para o mercado privado brasileiro.

Na maioria das vezes os homens não manifestam a doença. Ainda assim, são transmissores do vírus. Quanto s mulheres, é importante que elas façam regularmente o exame de prevenção do câncer do colo, conhecido como “papanicolau” ou preventivo.

Tratamento

O tratamento do HPV pode ser feito por meio de diversos métodos: químicos, quimioterápicos, imunoterápicos e cirúrgicos. A maioria deles destruirá o tecido doente.

•    GONORRÉIA E CLAMÍDIA
A gonorréia é a mais comum das DST. Também é conhecida pelo nome de blenorragia, pingadeira, esquentamento. Nas mulheres, essa doença atinge principalmente o colo do útero.

Sinais e Sintomas

Entre dois e oito dias após relação sexual desprotegida, a pessoa passa a sentir ardência e dificuldade para urinar. Às vezes, pode-se notar um corrimento amarelado ou esverdeado – até mesmo com sangue – que sai pelo canal da urina, no homem, e pela vagina, na mulher.

A clamídia também é uma DST muito comum e apresenta sintomas parecidos com os da gonorréia, como, por exemplo, corrimento parecido com clara de ovo no canal da urina e dor ao urinar.

As mulheres contaminadas pela clamídia podem não apresentar nenhum sintoma da doença, mas a infecção pode atingir o útero e as trompas, provocando uma grave infecção. Nesses casos, pode haver complicações como dor durante as relações sexuais, gravidez nas trompas (fora do útero), parto prematuro e até esterilidade (incapacidade de engravidar).

Formas de contágio

A principal forma de transmissão da gonorréia é a relação sexual com pessoa infectada, seja essa relação oral, vaginal ou anal, sem o uso de preservativo. Mesmo sem apresentar sintomas, as mulheres contaminadas transmitem a bactéria causadora da doença.

Pode ocorrer também, durante o parto, transmissão da mãe contaminada para o bebê. Caso esse tipo de transmissão aconteça, corre-se o risco de o bebê ter os olhos gravemente afetados, podendo levar cegueira.

Prevenção

Usar camisinha masculina ou feminina nas relações sexuais vaginais e orais. Além da camisinha masculina ou feminina, usar lubrificantes base de água (KY, Preserv Gel) nas relações sexuais anais. É recomendado realizar sempre o auto-exame, observando os próprios órgãos genitais e vendo se a cor, aparência, cheiro e a pele estão saudáveis.

Tratamento

Caso não sejam tratadas, essas DST podem provocar esterilidade, atacar o sistema nervoso (causando meningite), afetar os ossos e o coração.

Atenção: corrimentos são muito comuns em mulheres. Portanto, sua ocorrência não significa necessariamente sinal de DST. O médico poderá fazer seu correto diagnóstico e indicação de tratamento adequado.

•    OFTALMIA NEONATAL

É definida como uma conjuntivite do recém-nascido que apresenta pus. Surge no primeiro mês de vida, usualmente contraída durante o seu nascimento, a partir do contato com secreções genitais maternas contaminadas.

A oftalmia neonatal pode levar cegueira, especialmente quando causada pela N. gonorrhoeae. Os agentes etiológicos mais importantes são: Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis.

Sinais e Sintomas

Geralmente o recém-nascido é trazido ao serviço de saúde por causa de eritema e inchaço das pálpebras, e/ou existência de secreção nos olhos. Conjuntivite severa que se desenvolva na primeira semana de vida é, mais provavelmente, de origem gonocócica. A conjuntivite por clamídia é bem menos severa, e o seu período de incubação varia de 5 a 14 dias.

Os achados objetivos incluem:
– secreção, que pode ser acompanhadas de pus (purulenta);
– vermelhidão e inchaço nos olhos;
– vermelhidão e inchaço das pálpebras.

Prevenção

A limpeza dos olhos do bebê deve ser feita com Nitrato de Prata a 1% (Método de Credè), uma única vez, na primeira hora após o nascimento.

Tratamento

Depois do diagnóstico clínico, toda oftalmia neonatal deve ser tratada principalmente para gonorréia e clamídia. A mãe e seu(s) parceiro(s) também devem se tratar para gonorréia e clamídia, além de fazerem exames genitais e sorológicos para sífilis e anti-HIV.

A oftalmia neonatal pode ser relacionada ou não gonorréia (gonocócica ou não gonocócica). Quando houver condições para o estabelecimento desse diagnóstico pelo esfregaço corado (azul de metileno ou Gram), deve-se fazer o tratamento específico.

Tratamento da oftalmia neonatal gonocócica

A oftalmia gonocócica precisa ser tratada imediatamente, para prevenir dano ocular. A conjuntivite pode ser, também, sinal de infecção neonatal generalizada. As pessoas infectadas devem ser isolamento nas instituições de saúde para prevenir a transmissão da infecção.

Tratamento da oftalmia neonatal não-gonocócica

Não há evidência de que a tratamentos externos ofereçam benefício adicional, neste caso.

•    HERPES GENITAL
É uma doença que aparece e desaparece sozinha, de tempos em tempos, dependendo de certos fatores como estresse, cansaço, esforço exagerado, febre, exposição ao sol, traumatismo e menstruação. Nas mulheres, o herpes pode também se localizar nas partes internas do corpo. Uma vez infectada pelo vírus da Herpes simples, a pessoa permanecerá com o vírus em seu organismo para sempre.

Sinais e Sintomas

Pequenas bolhas localizadas principalmente na parte externa da vagina e na ponta do pênis. Essas bolhas podem arder e causam coceira intensa. Ao se coçar, a pessoa pode romper a bolha, causando uma ferida.

Formas de contágio

O herpes genital é transmitido por meio de relação sexual (oral, anal ou vaginal) desprotegida (sem uso da camisinha). Essa doença é bastante contagiosa e a transmissão ocorre quando as pequenas bolhas, que se formam durante a manifestação dos sintomas, se rompem, ocasionando uma ferida e eliminando o líquido do seu interior. Esse líquido pode transmitir o vírus ao entrar em contato com a boca ou região dos anal e genital do parceiro,. Raramente a contaminação se dá através de objetos contaminados.

As feridas desaparecem por si mesmas. Após algum tempo, porém, o herpes pode reaparecer no mesmo local, com os mesmos sintomas. Enquanto persistirem as bolhas e feridas, a pessoa infectada estará transmitindo a doença. Na presença dessas lesões, a pessoa deve abster-se de relações sexuais, até que o médico as autorize.

Prevenção

Uso de preservativo em todas as relações sexuais, vaginais, orais e anais.

Tratamento

A herpes é altamente transmissível. Por isso, a primeira orientação aos pacientes sempre diz respeito aos cuidados locais de higiene: lavar bem as mãos, evitar contato direto com outras pessoas e não furar as bolhas sob nenhum pretexto são recomendações importantes.

O tratamento é feito com medicamentos antivirais, por via oral e tópica, e tem como objetivo encurtar a duração dos sintomas, prevenir as complicações e diminuir os riscos de transmissão, pois o vírus não pode ser completamente eliminado.

•    LINFOGRANULOMA VENÉREO

O agente causador dessa DST é a Chlamydia trachomatis, e seu período de incubação pode ser de 7 a 30 dias.

Sinais e Sintomas

O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital de curta duração (de três a cinco dias), que se apresenta como uma ferida ou como uma elevação da pele. Essa lesão é passageira e não é facilmente identificada pelos pacientes.

Após a cura da lesão primária, que acontece geralmente entre duas a seis semanas, surge um inchaço doloroso dos gânglios de uma das virilhas, denominada bubão. Se esse inchaço não for tratado adequadamente, evolui para o rompimento espontâneo e formação de feridas que drenam pus.

Formas de contágio

A transmissão do linfogranuloma venéreo se dá por via sexual.

Prevenção

Uso do preservativo em todas relações sexuais e higienização dos órgãos genitais após o ato sexual.

Tratamento

Consiste no tratamento das feridas. São utilizados medicamentos base de antibióticos sem sequelas. Quando necessário, também é feita a aspiração do bubão inguinal. O parceiro também deve ser tratado.

•    SÍFILIS

É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Manifesta-se em três estágios: primária, secundária e terciária. Os dois primeiros estágios apresentam as características mais marcantes da infecção, quando se observam os principais sintomas e quando essa DST é mais transmissível.

Depois, ela desaparece durante um longo período: a pessoa não sente nada e apresenta uma aparente cura das lesões iniciais, mesmo em casos de indivíduos não tratados. A doença pode ficar, então, estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral, problemas cardíacos, podendo inclusive levar morte.

Sinais e Sintomas

A sífilis manifesta-se inicialmente como uma pequena ferida nos órgãos sexuais (cancro duro) e com ínguas (caroços) nas virilhas, que surgem entre a 2ª ou 3ª semana após a relação sexual desprotegida com pessoa infectada. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Após um certo tempo, a ferida desaparece sem deixar cicatriz, dando pessoa a falsa impressão de estar curada.

Se a doença não for tratada, continua a avançar no organismo, surgindo manchas em várias partes do corpo (inclusive nas palmas das mãos e solas dos pés), queda de cabelos, cegueira, doença do coração, paralisias. Caso ocorra em grávidas, poderá causar aborto/natimorto ou má formação do feto.

Transmissão da sífilis

A sífilis pode ser passada de uma pessoa para outra por meio de relações sexuais desprotegidas (sem preservativos), através de transfusão de sangue contaminado (que hoje em dia é muito raro em razão do controle do sangue doado), e durante a gestação e o parto (de mãe infectada para o bebê).

Prevenção

Como não há perspectiva de desenvolvimento de vacina, em curto prazo, a prevenção recai sobre a educação em saúde: uso regular de preservativos, diagnóstico precoce em mulheres em idade reprodutiva e parceiros, e realização do teste diagnóstico por mulheres com intenção de engravidar.

Tratamento

O tratamento mais indicado para a sífilis é a utilização do mais antigo dos antibióticos: a penicilina. O maior problema do tratamento é o seu diagnóstico, visto que a sífilis pode ser confundida com muitas outras doenças. Os pacientes devem evitar ter relação sexual até que o seu tratamento (e do parceiro com a doença) se complete. A gestante deve realizar controle de cura mensal.

Se não tratada, a sífilis progride, torna-se crônica e pode comprometer várias partes do corpo ou levar até mesmo morte.

•    Síflis congênita

A sífilis congênita é resultado da infecção do feto pelo Treponema pallidum, bactéria causadora da sífilis, através da placenta.  Essa infecção se dá através da placenta de uma mulher grávida que esteja infectada pela sífilis. É uma doença grave e pode causar má formação do feto, sérias conseqüências para a saúde da criança ou até a morte.

Sinais e Sintomas

A sífilis pode se manifestar logo após o nascimento ou durante os primeiros dois anos de vida da criança. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses de vida.

Ao nascer, a criança infectada pode apresentar problemas muito sérios, entre eles: pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou retardamento. A doença pode também levar morte. Há ocorrências em que a criança nasce aparentemente normal e a sífilis se manifesta só mais tarde, após o segundo ano de vida.

Transmissão da sífilis

A transmissão da mãe infectada para o bebê pode ocorrer em qualquer fase da gestação ou durante o parto. Estando presente na corrente sangüínea da gestante, após penetrar na placenta, o treponema ganha os vasos do cordão umbilical e se multiplica, rapidamente, por todo o organismo da criança que está sendo gerada. A infecção do feto depende do estágio da doença na gestante. Quanto mais recente a infecção materna, mais treponemas estarão circulantes e, portanto, mais grave será o risco de transmissão para o bebê.

Prevenção

Realização do teste diagnóstico em mulheres com intenção de engravidar, tratamento imediato dos casos diagnosticados nas mulheres e em seus parceiros.

Tratamento

Realizar testes em amostra de sangue dos recém-nascidos cujas mães apresentaram infecção pela sífilis ou em casos de suspeita clínica de sífilis congênita. O tratamento deve ser imediato nos casos detectados e deve ser feito com penicilina. Com o tratamento adequado, mães com sífilis podem dar luz a crianças saudáveis.

A notificação e investigação dos casos detectados, incluindo os que nascem mortos ou os casos de aborto por sífilis, são obrigatórias a qualquer cidadão, médicos e outros profissionais de saúde no exercício da profissão, bem como responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e privados de saúde (Lei nº 6259).

•    TRICOMONÍASE

Infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, que pode se hospedar no colo do útero, na vagina e/ou na uretra.

Sinais e Sintomas

Muitas mulheres infectadas pelo Tricomonas podem não sentir nenhuma alteração ou reação. Os principais sintomas são corrimento amarelo-esverdeado com mau cheiro, dor durante o ato sexual, ardor, dificuldade para urinar e coceira nos órgãos sexuais.

Na mulher, a doença pode também se localizar em partes internas do corpo, como o colo do útero. A maioria dos homens não apresenta sintomas. Quando isso ocorre, consiste em uma irritação na ponta do pênis.

Formas de contágio

O contágio se dá através de secreções, durante contato sexual desprotegido com parceiro contaminado.

Prevenção

Uso de preservativo em todas as relações sexuais, vaginais, orais ou anais.

Tratamento

O tratamento é feito com antibióticos e quimioterápicos. Parceiros sexuais devem ser tratados ao mesmo tempo. Pessoas em tratamento devem suspender relações sexuais até que o tratamento esteja completo e os sintomas tenham desaparecido.

Em homens, os sintomas podem desaparecer dentro de algumas semanas, mesmo sem o tratamento. O homem, mesmo sem nunca ter apresentado sintomas, pode continuar infectando seus parceiros até que seja tratado.

Como outras DST, caso não seja tratada, a tricomoníase aumenta a probabilidade de uma pessoa ser infectada ou infectar a outros com o vírus da AIDS, o HIV. Na mulher, pode também gerar complicações durante a gravidez, ocasionando ruptura da bolsa antes da hora, parto prematuro e nascimento de bebê com peso baixo.

•    DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA

É uma síndrome clínica atribuída ascensão de microorganismos do trato genital inferior, espontânea ou devida manipulação (inserção de DIU, biópsia de endométrio, curetagem, etc.), comprometendo o endométrio, trompas, anexos uterinos e/ou estruturas contíguas (salpingite, miometrite, ooforite, parametrite, pelviperitonite).
Sinais e Sintomas

Manifesta-se por dor e calor na parte baixa do abdômen, secreção vaginal abundante ou anormal que cheira mal, menstruação irregular ou abundante; dor na região pélvica ou abdominal durante o ato sexual (pode ser grave), sintomas gripais como febre, desconforto geral, fadiga, dor nas costas ou vômitos.
Formas de Contágio

Aproximadamente 90% dos casos têm origem em uma DST anterior, principalmente gonorréia e clamídia. Os 10% restantes têm outras origens.

Prevenção

Usar camisinha para reduzir o risco de infecção todas as vezes que tiver relações sexuais e fazer exames pélvicos anualmente, incluindo testes para infecções.
Tratamento

Em geral, feito com antibióticos. Se a mulher usar DIU, este deve ser removido. Em mulheres jovens e sexualmente ativas com queixa de desconforto ou dor pélvica, deve-se iniciar imediatamente o tratamento pois a demora poderá causar danos irreversíveis no seu sistema reprodutor.

    VAGINOSE BACTERIANA

Também conhecida como vaginite não específica, é a mais comum das vaginites. É causada por uma alteração na flora vaginal normal, com diminuição na concentração de lactobacilos e predomínio de uma espécie de bactérias sobre outras, principalmente a Gardnerella vaginalis. Por ter uma causa orgânica, não é considerada uma DST.

Sinais e sintomas

Corrimento vaginal, geralmente de cor amarela, branca ou cinza, que apresenta odor desagradável. Algumas mulheres o descrevem como “um odor forte com cheiro de peixe” que aparece, principalmente, após uma relação sexual e durante o período da menstruação. Pode gerar ardência ao urinar e/ou coceira no exterior da vagina porém, algumas mulheres podem não apresentar sintoma algum.

Formas de contágio

Está associado a um desequilíbrio do nível de bactérias normalmente presente na vagina, causado pela diminuição das bactérias protetoras daquele ambiente. Desenvolve-se quando uma mudança no ambiente da vagina causa o aumento do nível de bactérias prejudiciais – como bactérias do intestino, por exemplo.

Pode ser transmitida entre parcerias femininas.

Prevenção

Alguns cuidados básicos podem ajudar a reduzir o risco de desequilíbrio da natureza da vagina e evitar o desenvolvimento da vaginose bacteriana: usar camisinha durante as relações sexuais, evitar o uso de duchinhas e evitar produtos químicos que podem causar irritação e desconforto na região genital.

Tratamento

Em geral, feito com Metronidazol. O melhor é sempre fazer o tratamento completo, mesmo que os sintomas desapareçam antes do fim. Normalmente, os parceiros (de ambos os sexos) não precisam fazer o tratamento.

Vaginose não tratada

Na maioria dos casos, a vaginose bacteriana não causa grandes complicações. Mas existem algumas implicações sérias:

– Parto prematuro ou recém-nascido com peso abaixo da média;
– Infecção do útero e das trompas de falópio. Conhecida como doença inflamatória pélvica (DIP), a vaginose bacteriana pode aumentar a probabilidade de infecção por clamídia, gonorréia e até mesmo AIDS.

    CORRIMENTO VAGINAL

Também chamado de vaginite ou vulvovaginite, é um dos problemas ginecológicos mais comuns e uma das causas mais freqüentes de consulta ao ginecologista. Pode ocorrer durante a infância, por causa de uma higiene mal feita, principalmente após a evacuação. Nesta fase do desenvolvimento, chama-se vulvovaginite inespecífica.

Pode surgir também com a menopausa devido diminuição na produção de estrógenos (hormônios femininos) e ocorrência de modificações na camada interna da vagina, fatores que tornam a pessoa mais suscetível s agressões externas.

Sinais e Sintomas

Alterações como fluxo vaginal anormal, geralmente evidenciado por um aumento de volume, com cheiro desagradável ou não,  irritação, coceira ou ardência na vagina ou na vulva e vontade de urinar freqüentemente. Alguns produtos químicos encontrados em sabões, sabonetes, absorventes e substâncias perfumadas podem causar irritação e desconforto.

•    DONOVANOSE

É uma infecção causada pela bactéria klebsiella granulomatis que afeta a pele e mucosas das regiões da genitália, da virilha e do ânus. Ela causa úlceras e destruição da pele.

Sinais e sintomas

Os sintomas podem incluir caroços e feridas de aspecto vermelho vivo e sangramento fácil. Após a infecção, surge uma lesão na região da genitália que lentamente se desenvolve em forma de úlcera ou caroço vermelho que, progressivamente, vai danificando a pele a sua volta.

Formas de contágio

Contato direto com feridas ou úlceras durante relações sexuais com uma pessoa infectada.

Prevenção

Uso do preservativo em qualquer relação sexual, seja vaginal, oral ou anal. Porém, a prevenção só será eficaz se a área infectada estiver coberta ou protegida pela camisinha. Se houver contato com uma ferida aberta, a donovanose pode ser transmitida.

Tratamento

Pode ser tratada com antibióticos. Após terminar o tratamento, o paciente deverá retornar ao médico para certificar-se de que todas as feridas sararam e a infecção está completamente curada. É necessário evitar contato sexual  até que o tratamento esteja terminado e todos os sintomas tenham desaparecido.
As pessoas que tiveram relação sexual nos últimos 60 dias com pessoa infectada devem procurar um médico para fazer examese o tratamento.

    HTLV

O vírus HTLV (sigla na língua inglesa que indica vírus que infecta células T humanas) é um retrovírus isolado em 1980 a partir de um paciente com um tipo raro de leucemia de células T. Apresenta-se em dois tipos: HTLV-I, que implica doença neurológica e leucemia, e HTLV-II, que está pouco evidenciado como causa de doença.

Sinais e sintomas

Cerca de 99% das pessoas portadoras do HTLV-I nunca desenvolverão qualquer problema de saúde relacionado ao vírus HTLV. Entretanto, alguns pacientes podem desenvolver problemas neurológicos.

Geralmente, começam a se queixar de dores nos membros inferiores (panturrilhas), na região lombar (parte inferior da coluna lombar), e apresentam dificuldade em defecar ou urinar. Estes sintomas são sempre progressivos e estão na região abaixo da linha do umbigo.

A minoria dos portadores sem sintomas poderão desenvolver alguma doença. No Japão, por exemplo, 14 em cada 1500 portadores sem sintomas poderão desenvolver uma doença neurológica (dificuldade de andar). No caso de leucemia o risco é ainda menor: um em cada 10.000 portadores do HTLV poderá desenvolvê-la ao longo da vida.

Formas de contágio

O HTLV possui as mesmas rotas de transmissão que outros vírus como o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e o vírus da hepatite C (HCV): pela relação sexual desprotegida com uma pessoa infectada, uso em comum de seringas e agulhas durante o uso de drogas, da mãe infectada para a o recém-nascido (principalmente pelo aleitamento materno).

Prevenção

Recomenda-se o uso de preservativo todas as relações sexuais.

Tratamento

Como o risco do desenvolvimento da doença associado ao HTLV-I é muito baixo, não existe indicação de tratamento nos casos sem sintomas até este momento. Os casos onde existem sintomas comprovados de doença associada ao HTLV-I, como paraparesia espástica tropical (TSP), uveíte, ATL, entre outras, o tratamento irá depender de uma avaliação neurológica, assim como do diagnóstico do grau de comprometimento, tempo de evolução, presença de outras infecções virais etc.

    PEDICULOSE

Ectoparasitose conhecida há séculos, a pediculose do púbis é causada pelo Phthirus pubis, um piolho pubiano. É para alguns autores a mais contagiosa das doenças sexualmente transmissíveis.

Sinais e sintomas

Os sintomas surgem de uma a duas semanas após a infestação ou em menor tempo, se o paciente apresentou já havia tido o piolho. O piolho adulto e as lêndeas são encontrados fixados aos pelos pubianos e também nas regiões pilosas do abdômen inferior, coxas e nádegas. Ocasionalmente, o piolho adulto pode ser encontrado nas axilas, pálpebras e supercílios.

Coceira intensa é a principal queixa do paciente. Lesões de urticária, bolhas e manchas azuladas podem ocorrer após as picadas dos piolhos.

Formas de contágio

Geralmente é transmitida pelo contato sexual, mas pode ser veiculada pelas roupas, lençóis e toalhas.

Prevenção

Evitar contato com os piolhos e das lêndeas aderidos aos pêlos e fazer uma boa higiene corporal.

Tratamento

Os produtos e esquemas usados para o tratamento da escabiose também são eficazes no tratamento da pediculose pubiana. Não é necessário depilar a região. Quando utilizados corretamente, os medicamentos empregados são praticamente não-tóxicos. Devem ser aplicados nas áreas afetadas, em duas aplicações, com intervalo de sete dias entre uma e outra.

Na primeira aplicação são eliminados todos os insetos adultos e na segunda, os que ainda não são capazes de se reproduzir. A aplicação tem do remédio tem que ser deita na região pubiana, coxas, tronco e axilas.

Prevenção e Tratamento de DST/AIDS