AIDS
BOTULISMO
CÓLERA
DENGUE
DOENÇA DE CHAGAS
FEBRE TIFÓIDE
HANSENÍASE
HEPATITES VIRAIS
INFLUENZA (GRIPE)
MENINGITE
POLIOMIELITE (PARALISIA INFANTIL)
ROTAVÍRUS
RUBÉOLA
SARAMPO
TÉTANO NEONATAL
TUBERCULOSE

AIDS

O que são o HIV e a AIDS?
A AIDS é uma doença que se manifesta após a infecção do organismo humano pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, mais conhecido como HIV. Esta sigla vem do inglês Human Immunodeficiency Virus.

Também do inglês deriva a sigla AIDS, Acquired Immune Deficiency Syndrome, que em português quer dizer Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

Uma síndrome corresponde a um grupo de sinais e sintomas que, considerados em conjunto, caracterizam uma doença. A imunodeficiência é a inabilidade do sistema de defesa do organismo humano para se proteger contra microorganismos invasores como vírus, bactérias, protozoários, etc.

Ao contrário das outras imunodeficiências, a AIDS não é causada espontaneamente, mas por um fator externo, neste caso o vírus HIV. Ele destrói as células responsáveis pela defesa do nosso organismo (linfócitos) e torna a pessoa vulnerável a outras infecções e doenças oportunistas, chamadas assim por surgirem nos momentos em que o sistema imunológico do indivíduo está enfraquecido.

Há alguns anos, receber o diagnóstico de AIDS era quase uma sentença de morte. Atualmente, porém, a AIDS já pode ser considerada uma doença crônica. Isto significa que uma pessoa infectada pelo HIV pode viver com o vírus, por um longo período, sem apresentar nenhum sintoma ou sinal.

Isso tem sido possível graças aos avanços tecnológicos e as pesquisas, que propiciam o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais eficazes, o que possibilita aos portadores do vírus viver cada vez mais e com melhor qualidade.

Como se transmite?

O HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal e pelo leite materno.

ASSIM PEGA
Sexo vaginal sem camisinha
Sexo anal sem camisinha
Sexo oral sem camisinha
Uso da mesma seringa ou agulha por mais de uma pessoa
Recepção de sangue infectado
Mãe infectada pode passar o HIV para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação
Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados

ASSIM NÃO PEGA
Relação sexual, desde que se use corretamente a camisinha
Masturbação a dois
Doação de sangue
Picada de inseto
Aperto de mão ou abraço
Uso compartilhado de talheres,  copos, sabonete , toalha e lençóis
Assento de ônibus, piscinas, baneiros, pelo ar
Beijo , suor e lágrima

Sinais e Sintomas

A AIDS não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. Entretanto, os sintomas iniciais são geralmente semelhantes e, além disso, comuns a várias outras doenças. São eles: febre persistente, calafrios, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares, manchas na pele, gânglios ou ínguas embaixo do braço, no pescoço ou na virilha que podem levar muito tempo para desaparecer.

Com a progressão da doença e com o comprometimento do sistema imunológico da pessoa, começam a surgir doenças oportunistas como tuberculose, pneumonia, alguns tipos de câncer, candidíase e infecções do sistema nervoso (toxoplasmose e as meningites, por exemplo).

Prevenção e Tratamento

As ações de prevenção têm origem na análise de tendências das epidemias e na identificação das populações mais vulneráveis. Estão baseadas nos seguintes parâmetros:

– O uso consistente da camisinha é o meio mais seguro de se prevenir contra o HIV/AIDS e contra outras doenças sexualmente transmissíveis;
– Seringas e agulhas não devem ser compartilhadas;
– Toda gestante deve ser orientada a fazer o teste do vírus da AIDS (o HIV) e, em caso de resultado positivo, ser orientada sobre os seus direitos e os de sua criança, sobre a importância de receber os cuidados recomendados pelo Ministério da Saúde antes, durante e após o parto, para controlar a doença e prevenir a transmissão do HIV para o seu filho;
– Todo cidadão tem direito ao acesso gratuito aos medicamentos anti-retrovirais. A boa adesão ao tratamento é condição indispensável para a prevenção e controle da doença, com efeitos positivos diretos na vida da pessoa com HIV/AIDS.

BOTULISMO

O botulismo é uma doença não contagiosa, resultante da ação de uma potente neurotoxina. Apresenta-se sob três formas: botulismo alimentar, botulismo por ferimentos e botulismo intestinal. O local de produção da toxina botulinica é diferente em cada uma dessas formas, porém todas se caracterizam clinicamente por manifestações neurológicas e/ou gastrintestinais, podendo ter evolução grave, com necessidade de hospitalização prolongada.

O botulismo é uma doença grave, da alta letalidade, que deve ser considerada como uma emergência médica e de saúde pública e a suspeita de um caso deve desencadear a imediata comunicação entre os profissionais da área da assistência e técnicos de vigilância epidemiológica.

Para minimizar o risco de morte e seqüelas, é essencial que o diagnóstico seja feito rapidamente e que o tratamento seja instituído precocemente por meio das medidas gerais de urgência. A pronta investigação epidemiológica é básica para prevenir outros casos porventura decorrentes da ingestão de uma fonte alimentar comum e que pode estar ainda disponível para consumo.

Como se transmite?

A exposição a alimentos potencialmente suspeitos para presença da toxina botulinica.

Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas dependem da forma clínica do botulismo:

Botulismo alimentar

– Manifestações gastrintestinais mais comuns: náuseas, vômitos, diarréia e dor abdominal que podem anteceder ou coincidir com os sintomas neurológicos.
– Principais sinais e sintomas neurológicos: visão turva, ptose palpebral, diplopia, disfagia, disartria e boca seca.
– Os primeiros sinais e sintomas neurológicos podem ser inespecíficos, tais como; cefaléia, vertigem e tontura.
– O quadro neurológico se caracteriza por paralisia flácida motora descendente, associado o comprometimento autonômico disseminado que começa no território dos nervos cranianos e evolui no sentido descendente. Esta particularidade distingue o botulismo da síndrome de Guillain-Barré, que é uma paralisia flácida ascendente.
– Com a evolução da doença, a fraqueza muscular pode se propagar de forma descendente para os músculos do tronco e membros superiores.
– Uma característica importante no quadro clínico do botulismo é a preservação da consciência.
– Na maioria dos casos também não há comprometimento da sensibilidade, o que auxilia no diagnóstico diferencial com outras doenças neurológicas.
– O botulismo pode apresentar progressão por uma a duas semanas e estabilizar-se por mais duas a três semanas, antes de iniciar a fase de recuperação, com duração variável, que depende da formação de novas sinapses e restauração da função.
– Nas formas mais graves, o período de recuperação pode durar de seis meses a um ano, embora os maiores progressos ocorram nos primeiros três meses após o início dos sinais e sintomas.

Botulismo por ferimentos

– O quadro clínico é semelhante ao do botulismo alimentar, entretanto os sinais e sintomas gastrintestinais não são esperados e pode ocorrer febre decorrente de contaminação secundária do ferimento.
– O botulismo por ferimento deve ser lembrado nas situações em que não se identifica uma fonte alimentar, especialmente em casos isolados da doença.
– Ferimentos ou cicatrizes nem sempre são encontrados e focos ocultos, como em mucosa nasal, seios da face e pequenos abscessos em locais de injeção, devem ser investigados, especialmente em usuários de drogas.

Botulismo intestinal

– Nas crianças, o aspecto clínico do botulismo intestinal varia de quadros com constipação leve a síndrome de morte súbita.
– Manifesta-se inicialmente por constipação e irritabilidade, seguidos de sintomas neurológicos caracterizados por dificuldade de controle dos movimentos da cabeça, sucção fraca, disfagia, choro fraco, hipoatividade e paralisias bilaterais descendentes que podem progredir para comprometimento respiratório.
– Casos leves caracterizados apenas por dificuldade alimentar e fraqueza muscular discreta tem sido descritos.
– Em adultos, suspeita-se de botulismo intestinal na ausência de fontes prováveis de toxina botulinica, como alimentos contaminados, ferimentos ou uso de drogas.
– O botulismo intestinal tem duração de duas a seis semanas, com instalação progressiva dos sintomas por uma a duas semanas, seguida de recuperação em três a quatro semanas.

Prevenção e Tratamento

– A suspeita de um caso exige notificação e investigação imediatas a vigilância epidemiológica local.
– O tratamento deve ser realizado em unidade hospitalar que disponha de terapia intensiva (UTI). Observa-se significativa redução da letalidade quando o paciente é tratado nessas unidades.
– Basicamente, o tratamento da doença apóia-se em dois conjuntos de ações: tratamento de suporte e tratamento específico.
– Ações de educação em saúde – orientação á população sobre preparo, conservação e consumo adequado dos alimentos associados a risco de adoecimento.
– Estratégias de prevenção – orientar as medidas iniciais de prevenção e controle, de acordo com o modo de transmissão e resultados da investigação. Nos casos de transmissão alimentar, deve-se eliminar a permanência da fonte através da interrupção do consumo, distribuição e comercialização dos alimentos suspeitos.
– Imunização – a imunização realizada com toxoide botulinica polivalente, é recomendada apenas a pessoas com atividade na manipulação do microrganismo.

CÓLERA

É uma doença infecciosa intestinal aguda, causada pela enterotoxina do vibrio cholerae.

Como se transmite?

É transmitida pela ingesta de água ou alimentos (principalmente pescados) contaminados pelo vibrião colérico.

Sinais e Sintomas

Manifesta-se de forma variada, desde infecções inaparentes até diarréia grave. Além da diarréia, podem surgir vômitos, dor abdominal e nas formas severas, câimbras, desidratação e choque. Febre não é uma manifestação comum. Nos casos graves mais típicos (menos de 10% do total), o início é súbito, com diarréia aquosa, abundante, com inúmeras dejeções diárias.

A diarréia e os vômitos, nesses casos, determinam uma extraordinária perda de líquidos, que pode ser da ordem de 1 a 2litros por hora. Complicações: Ocorrem mais freqüentemente nos indivíduos idosos, diabéticos ou com patologia cardíaca prévia. A desidratação não corrigida levará a uma deterioração progressiva da circulação, função renal e do balanço hidroeletrolítico, produzindo danos a todos os sistemas do organismo e, em conseqüência, sobrevém choque hipovolêmico, necrose.

Prevenção e Tratamento

– É fundamental a implantação/implementação da monitorização dos casos de diarréia na área de abrangência, acompanhando seu comportamento no tempo e distribuição por faixa etária.
– Coleta periódica do material do meio ambiente, para realização do diagnóstico laboratorial.
– Intensificar as ações de educação em saúde no nível loca, voltadas para a orientação e mobilização da população quanto a importância da prevenção e controle das doenças diarréicas agudas.
– Garantir a disponibilidade e orientação para o uso adequado do hipoclorito de sódio 2,5% as populações sem acesso à água potável para consumo.
– Destino e tratamento adequados dos dejetos e do lixo.
– Controle de portos, aeroportos e rodoviárias.
– Higiene dos alimentos, importante a lavagem rigorosa das mãos e procedimentos básicos da higiene.

A terapêutica se fundamenta na reposição rápida e completa da água e dos eletrólitos perdidos pelas fezes e vômitos, os líquidos deverão ser administrados por via oral ou parenteral, conforme o estado do paciente.

– Formas leves e moderadas: Hidratação oral com soro de reidratação oral (SRO)
– Formas graves: hidratação venosa + antibioticoterapia

DENGUE

Dengue é uma doença febril aguda, causada por vírus e transmitida por um mosquito.

Como se transmite?

Para  uma pessoa adquirir a doença é necessário  que haja o mosquito transmissor e pessoa doente na localidade. A transmissão se faz quando o mosquito (fêmea) se alimenta  do sangue da pessoa com dengue e posteriormente, pica alguém saudável.Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções para uma pessoa sadia, nem através da água ou alimento.

Sinais e Sintomas

A primeira manifestação é a febre alta (39º a 40º), de início brusco, seguida dor de cabeça, dor no corpo, prostração, dor nas articulações, falta de apetite, fraqueza, dor nos olhos, náuseas, vômitos, manchinhas vermelhas no corpo. Alguns sintomas dependem, com freqüência, da idade do paciente.

A dor abdominal  pode ocorrer, principalmente, nas crianças, que, caracteristicamente, apresentam um quadro de manifestações inespecíficas com destaque para a dor de garganta, diarréia e rubor facial. A doença tem uma duração de cinco a sete dias. Com o desaparecimento da febre, há regressão dos sinais e sintomas, podendo ainda persistir a fadiga.

As formas graves, geralmente acontecem no terceiro ou quarto dias de doença quando a febre está desaparecendo. Os sintomas são semelhantes aos do dengue clássico, porém, evoluem rapidamente com reaparecimento da febre alta, fenômenos hemorrágicos, hepatomegalia (aumento do fígado) e problemas de circulação sangüínea.

Como identificar um caso suspeito de dengue?

Pessoa que apresenta febre, com duração  máxima de 7 dias, com pelo menos dois dos sintomas acima citados.Todo caso suspeito deve ser notificado  e encaminhado material para exame ao Lacen.

Prevenção

A única maneira de prevenção da doença é a ausência do mosquito. Para isso é necessário que não deixemos nenhum recipiente que a fêmea  do mosquito possa pôr os ovos e desenvolver sua cria. Qualquer recipiente com água acumulada (sem troca) por mais de 5 (cinco) dias vai servir para o desenvolvimento de novos mosquitos. Quanto mais mosquito mais pessoas vão adoecer.

Como agir se achar que está com Dengue?

Procurar atendimento num serviço de saúde mais próximo de sua residência para orientação médica e realização do exame de sangue para diagnóstico.

Tomar bastante líquido como soro caseiro, água de côco, água, sucos e chás. Retornar  imediatamente ao médico se apresentar qualquer sangramento no nariz, nas gengivas ou se notar alterações da menstruação (nas mulheres), manchas roxas na pele, urina vermelha, fezes escuras ou se sentir dor forte na barriga, tonteiras, vistas escuras, fraqueza intensa ou desmaios.

Não tomar medicamento sem orientação médica, principalmente os que contenham Ácido Acetil Salicílico como: AAS, Aspirina, Melhoral, Doril, Sonrisal, Alka-Seltzer, Engov, Cibalena, Doloxene, Acetim, Alidor, Aspisin, Buferin, Ronal, Besaprim.

Informar-se na Secretaria de Saúde do seu município ou na Unidade Básica de Saúde como pode ajudar a combater e a  evitar o mosquito transmissor da doença.

DOENÇA DE CHAGAS

Doença infecciosa, causada por protozoário flagelado, Trypanosoma cruzi, de curso clínico crônico, que se caracteriza por fase inicial aguda que pode evoluir para a fase crônica, com comprometimento cardíaco ou digestivo.

Como se transmite?

A transmissão natural, ou primária, da doença de Chagas é a vetorial, que se dá através das fezes dos triatomíneos, também conhecidos como “barbeiros” ou “chupões”.  Esses, ao picar os vertebrados, geralmente defecam após o repasto, eliminando formas infectantes de trypomastigotas metacíclicos, presentes em suas fezes, e que penetram pelo orifício da picada, ou por solução de continuidade deixada pelo ato de coçar.
Os mecanismos secundários de transmissão são por via oral, transplante de órgãos, transfusão de sangue, transmissão congênita e a transmissão acidental, mais freqüente pela manipulação de material contaminado em laboratório.
A infecção só passa, de pessoa a pessoa, através do sangue ou placenta.  A maioria dos indivíduos com infecção pelo T. cruzi alberga o parasito nos tecidos e sangue durante toda a vida.

Sinais e sintomas

As manifestações gerais são de febre (pouco elevada), mal-estar geral, cefaléia, astenia, hiporexia, edema, hipertrofia de linfonodos.

– Todo paciente, residente em área, onde se caracterize como provável de estar infestada por triatomíneo, e que apresente sinal de Romana (edema bipalpebral – ocular) ou chagoma de inoculação (cutânea);
– Todo paciente, residente em área de transmissão ativa da doença, que apresente febre com mais de uma semana de duração;
– Paciente com febre, que tenha sido submetido à transfusão de sangue ou hemoderivados, sem o devido controle de qualidade.

Prevenção e Tratamento

Não se dispõe de vacina que permita a proteção de suscetíveis.  Não se pode pretender o esgotamento das fontes de infecção, desde que as drogas existentes são, comprovadamente eficazes, apenas nos casos de infecção recente, e também porque são muitos os reservatórios animais de T. cruzi.  Então, todo controle da transmissão natural depende da intervenção sobre o vetor,enquanto que a transmissão transfusional, do controle de qualidade do sangue transfundido.

A transmissão vetorial pode ser controlada através de:

– Melhoria ou substituições de habitações de má qualidade por casas de paredes rebocadas, sem frestas, que dificultem a colonização dos vetores;
– Realização de pesquisa entomológica, antes de se iniciar o rociamento das habitações; – Fiscalização das unidades de hemoterapia, para que se faça o controle da qualidade do sangue a ser transfundido;
– Adoção de medidas educativas onde a população e serviços e saúde devem participar de discussões;
– Entendimento sobre as relações sociais de convivência, com fatores predisponentes e facilitadores para a instalação de doenças.

Todo indivíduo com infecção chagásica deve ter acesso a um serviço médico, capaz de fazer diagnósticos clínico, laboratorial e epidemiológico, e identificar a fase da doença, para definição do tratamento adequado, quando necessário. As referências de atendimento são os postos de Saúde do município de origem do caso suspeito e Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU).

FEBRE TIFÓIDE

A febre tifóide é uma doença bacteriana aguda de distribuição mundial, associada a baixos níveis sócio-econômicos, relacionando-se principalmente, com precárias condições de saneamento, higiene pessoal e ambiental. Foi praticamente eliminada em países onde estes problemas foram superados, mas persiste no Brasil de forma endêmica, com superposição de epidemias, especialmente no Norte e Nordeste, refletindo as condições de vida das populações dessas regiões.

Sinais e Sintomas

Doente com febre persistente, que pode ou não ser acompanhada de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: Cefaléia, mal-estar geral, dor abdominal, anorexia, dissociação pulso-temperatura, constipação ou diarréia, tosse seca, roséolas tíficas, (manchas rosadas no tronco) e esplenomegalia

Prevenção e Tratamento

O paciente deve ser tratado a nível ambulatorial, pois só excepcionalmente necessita de internação. Várias medidas devem ser tomadas para diminuir o risco de febre tifóide, entre elas:

– Conhecer a origem da matéria prima ou do produto alimentício data de produção e validade
– Armazenar os alimentos em condições que lhe confira proteção contra a contaminação e reduza a incidência de danos e deteriorização
– Manipular os alimentos em ambientes saudáveis e por indivíduos que tenham bons hábitos de higiene e que não estejam com doenças infecto-contagiosas
– Lavar higienizar cuidadosamente os utensílios e equipamentos que interagem com o alimento para evitar contaminação do produto
– Conservar os produtos alimentícios pronto pra o consuma em ambientes especiais (refrigeração) para que sejam mantidas as características e não possibilite a proliferação de microorganismo
– Armazenar e transportar o alimento pronto pra consumo em condições que excluam a possibilidade de contaminação
– Envolver no processo de preparo dos alimentos para consumo, condições que excluam a possibilidade da presença de Salmonella typhi

HANSENÍASE

É uma doença infecciosa e contagiosa, de evolução lenta, causada pelo Bacilo de Hansen que atinge a pele e os nervos periféricos dos braços, pernas e face. O comprometimento dos nervos periféricos pode provocar incapacidades físicas podendo evoluir para deformidades.

Como se transmite?

De pessoa a pessoa através das vias aéreas superiores (nariz e boca}, pela propagação de gotículas de saliva contendo os bacilos expelidos por um doente que não está em tratamento.A maioria das pessoas apresenta resistência ao bacilo, quem não apresenta pode adoecer.Pode atingir pessoas de todas as idades e ambos os sexos.

Sinais e Sintomas

– Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas que não apresentem sensibilidade ao calor, ao frio, ao tato e a dor.
– Áreas do corpo com formigamentos, ou dormentes, ou com sensação de fisgada mesmo sem apresentar qualquer mancha.
– Caroços ou inchaços na pele, principalmente na face e orelhas.
– Espessamento e dor nos nervos dos braços, pernas e pescoço.
Prevenção e Tratamento
– Fazer busca ativa e examinar pele e nervos periféricos de todas as pessoas que apresentarem sintomas da doença.
– Examinar pele e nervos periféricos de todos os contatos intra domiciliares dos portadores de hanseníase.
– Vacinar com BCG todos os contados que foram examinados e não apresentaram a doença.
Hanseníase tem cura, o tratamento dura seis meses ou doze meses dependendo da forma clínica, é gratuito e é realizado nas unidades básicas de saúde.

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HEPATITES VIRAIS

São doenças caracterizadas pela inflamação do fígado causada por vírus, sendo os principais no nosso meio a Hepatite A, Hepatite B e Hepatite C.

Como são transmitidos os tipos mais comuns da Hepatite?

HEPATITE A
Transmitida, basicamente pela via FECAL-ORAL,através da água e alimentos contaminados,o vírus está nas fezes portanto a higiene após o uso do banheiro é imprescindível.

HEPATITE B
Transmitida, principalmente através do SANGUE e ESPERMA, fluido vaginal.
Compartilhando seringas ou aspirando drogas, na tatuagem ou no piercing sem esterilização, na acupuntura sem esterilização,compartilhando instrumentos de barbear, alicates de unhas   ou  fazendo sexo sem camisinhas.

HEPATITE C
As formas transmissão são iguais as da Hepatite B.

Sinais e Sintomas

A doença começa com os seguintes sintomas ou sinais:

– Pele e os olhos do doente ficam amarelados
– As fezes tornam-se esbranquiçadas e a urina escura
– Febre (ás vezes)
– Dor na barriga
– Mal estar
– Falta de apetite

Prevenção e tratamento

– Exigir controle de qualidade de sangue, em caso de transfusão sanguíneas e de produtos derivados do sangue.
– Usar e exigir o uso de seringas e agulhas descartáveis
– Usar camisinha nas relações sexuais
– Beber, somente água tratada ou fervida.
– Exigir segurança dos profissionais em qualquer atividade através de matérias descartáveis e esterilização de materiais .(consultórios odontológicas, alicates de unhas )
– Vacinação, quando houver indicação.

Vacinação

Existem vacinas para as formas A e B , que são oferecidas gratuitamente. A vacina para Hepatite A só é disponível em casos de surtos concentrados em pequenas áreas, para pacientes hepatopatas crônicos e portadores de Hepatite B e C.

A vacina para Hepatite B está disponível na faixa etária de 0 a 19 anos e grupos de risco como profissionais do sexo, usuários de drogas e pacientes em hemodiálise e hepatopatas crônicos.

Não existe vacina para a Hepatite C.

Estas vacinas estão disponíveis no Centro de Referência para imunológicos Especiais (CRIE), que funciona na avenida Tancredo Neves, s/n, próximo ao Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE).

Atendimento

Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) – Realização de Sorologia para Hepatites

ARACAJU – CEMAR
RUA BAHIA, S/N, BAIRRO SIQUEIRA CAMPOS
TELEFONE: (79) 3234-0928

IPH – ARACAJU
RUA CAMPO DO BRITO, N° 551, BAIRRO SÃO JOSÉ
TELEFONE: (79) 3234-6007

ITABAIANA
RUA JOSUÉ PASSOS, N° 700
TELEFONE: (79) 3431-2914

LAGARTO
AV. MACHADO, S/N, ANEXO C.S. MARIA DO CARMO ALVES
TELEFONE: (79) 3631-9630

ESTÂNCIA
AV. GUMERCINDO BERSA, N° 274, BAIRRO CENTRO
TELEFONE: (79) 35226978

NOSSA SENHORA DO SOCORRO
AV. PRINCIPAL, S/N, CONJUNTO JOÃO ALVES FILHO
TELEFONE: (79) 32568079

PROPRIÁ
PRAÇA RODRIGUES DÓRIA, N° 69 POSTO DE SAÚDE SILVIO TAVARES
TELEFONE: (79) 3322-2317 / 1022

Serviços de média e alta complexidades

Núcleo de Assistência aos portadores Hepatites, localizado no Hospital Universitário (HU) – o Núcleo é vinculado à Vigilância Epidemiológica do Estado e oferece aos pacientes desde a medicação gratuita até a realização de exames específicos como biópsia hepática e a pesquisa do HCV-RNA por reação de PCR.

Núcleo das Hepatites
Hospital Universitário
Av. Cláudio Batista,s/n, Bairro Sanatório, Aracaju-SE.
Responsável: Dr. Maurício Pacheco
Telefone: (79) 3215-3551

INFLUENZA (GRIPE)

Também conhecida como gripe, a influenza é uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação são as pneumonias, que são responsáveis por um grande número de internações hospitalares no País.

Como se transmite?

A influenza humana pode ser transmitida:
– de forma direta: através das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao falar, espirrar, ou tossir; ou
– de forma indireta: por meio das mãos que, após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem carrear o agente infeccioso diretamente para a boca, nariz e olhos.

A transmissão direta inter-humana (ou seja, de pessoa-a-pessoa), é a mais comum, mas já foi documentada a transmissão direta do vírus de aves e suínos para o homem.

O período que uma pessoa pode transmitir a doença  (transmissibilidade) é de 2 dias antes até 5 dias após o início dos sintomas.

Sinais e sintomas

Os primeiros sintomas costumam aparecer cerca de 24 horas depois do contágio, e podem ser:
– febre (>38ºC)
– dor de cabeça
– dor nos músculos
– calafrios
– prostração (fraqueza)
– tosse seca
– dor de garganta
– espirros e coriza
– Podem apresentar ainda pele quente e úmida, olhos hiperemiados (avermelhados) e lacrimejantes. As crianças podem apresentar também febre mais alta, aumento de linfonodos cervicais (gânglios no pescoço), diarréia e vômitos.

Prevenção e tratamento

Através de vacinação anual que tem como objetivo proteger os grupos de maior risco contra as complicações da influenza, os idosos e os portadores de doenças crônicas ( doenças pulmonares ou cardiovasculares, imunocomprometidos, transplantados, dentre outros).

É também recomendável a vacinação de profissionais de saúde que atuam na assistência individual de casos de infecção respiratória e de trabalhadores de asilos e creches, além de trabalhadores de avicultura.

A composição da vacina varia a cada ano, de acordo com os tipos de vírus da influenza que estão circulando de forma predominante em ambos nos hemisférios Norte e Sul.

Apesar de o tratamento da influenza não complicada ser realizado com medicações sintomáticas, repouso, hidratação e alimentação leve, nas situações em que há indicação médica podem ser utilizadas duas classes de drogas, que devem ser avaliados pelo médico que fará as prescrições, quando necessário.

MENINGITE

O termo meningite expressa a ocorrência de um processo inflamatório das meninges (membrana que envolve o cérebro), que pode estar relacionado a uma variedade de causas, tanto de origem infecciosa como não infecciosa. As meningites podem ser causadas por: bactérias, vírus, fungos e protozoários

Como se transmite?

A transmissão é feita pelo contato direto com secreções da garganta ou do nariz de pessoas portadoras ou convalescentes. Estas pessoas liberam os agentes etiológicos no ar que podem ser inspirados por outros indivíduos e causar a doença. Felizmente, os meningococos não sobrevivem muito na atmosfera.

Sinais e Sintomas

Criança acima de 1 ano e adultos: febre, cefaléia intensa, vômitos, rigidez de nuca, sonolência e convulsões.

Criança abaixo de 1 ano de idade, principalmente menores de nove meses: apresentam vômitos, febre, sonolência, irritabilidade aumentada, convulsões e principalmente abaulamento de fontanela (moleira aumentada).

Prevenção e Tratamento

– Promoção de atividades educativas e campanhas de orientação sobre as meningites, em creches, escolas ou comunidades, por parte dos serviços de saúde;
– A população deve procurar imediatamente uma Unidade de Saúde quando identificar os sinais e sintomas da meningite, ou para esclarecimentos de qualquer dúvida;
– Evitar tomar medicamentos sem prescrição médica, especialmente antibióticos;-
– A população deve manter uma boa higiene corporal e ambiental, bem como a manutenção de ambientes domiciliares e ocupacionais ventilados;
– Notificação de todos os casos suspeitos;
– Investigação de todo caso notificado;
– No caso da doença meningocócica deve ser feita a quimioprofilaxia aos “comunicantes”, ou seja, as pessoas que estiverem em contato íntimo com o doente, principalmente no domicílio. Este tratamento é realizado por profissionais da saúde.

Serviços Oferecidos

Assistência Hospitalar- o HUSE é o Hospital de referencia para diagnóstico e tratamento de meningites no estado.

Confirmação Laboratorial- LACEN/SE é responsável pela confirmação  diagnostica dos casos suspeitos de meningites.

Unidades de Saúde Municipais – podem identificar casos suspeitos que devem ser encaminhados a uma Unidade Hospitalar (HUSE) ; ofertam vacinas contra meningite por Haemophilus (Hib) a menor de 1 ano.

É importante ressaltar que na rede básica (rotina) não há vacinas para outros tipos de meningite, pois são vacinas utilizadas somente em situação de surtos devido a sua baixa eficácia.


POLIOMIELITE (PARALISIA INFANTIL)

A poliomielite ou “paralisia infantil” é uma doença infecto-contagiosa, viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. O déficit motor instala-se subitamente e, a evolução desta manifestação, frequentemente, não ultrapassa três dias.

Atinge os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principais características: flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido. A doença foi de alta incidência no país em anos anteriores, deixando centenas de deficientes físicos por ano.

Hoje, encontra-se ERRADICADA no Brasil, em virtude das ações de imunização e vigilância epidemiológica, Desenvolvidas desde 1980 até 1994, quando o país recebeu o “Certificado de Erradicação da Transmissão Autótone do Poliovírus Selvagem nas Américas”.

A partir de então, o país assumiu o compromisso de manter altas coberturas vacinais de forma homogênea, e uma vigilância epidemiológica ativa, capaz de identificar imediatamente a reintrodução do poliovírus, adotar medidas de controle capazes de impedir a sua disseminação.

Como se transmite?

A transmissão ocorre principalmente por contato direto pessoa a pessoa, fazendo-se a transmissão pelas vias fecal-oral ou oral-oral, esta última através de gotículas de muco da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). As más condições habitacionais, a higiene pessoal precária, e o elevado número de crianças, numa mesma habitação, constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.

Sinais e Sintomas

As manifestações clínicas devidas à infecção pelo poliovírus, são muito variáveis, indo desde infecções inaparentes (90 a 95%) até quadros de paralisia severa, levando à morte. Apenas as formas paralíticas possuem características típicas, que permitem sugerir o diagnóstico de poliomielite, quais sejam:

– Instalação súbita da deficiência motora, acompanhada de febre.
– Assimetria súbita, acometendo, sobretudo a musculatura dos membros, com mais freqüência os inferiores.
– Flacidez muscular, com diminuição ou abolição de reflexos profundos na área paralisada.
– Sensibilidade conservada
– Persistência de alguma paralisia residual (seqüela), após 60 dias do início da doença.

Prevenção e Tratamento

Não há tratamento específico. Todos os casos devem ser hospitalizados, fazendo tratamento de suporte.

A proteção idividual se dá através da vacina oral contra poliomielite, preconizando-se três doses administradas com intervalo de, no mínimo, 30 dias (iniciando-se aos dois meses de vida). Caso haja suspeita de infecção por poliovírus selvagem, em pacientes internados, orienta-se tomada de precauções entéricas (intestinais).

A principal proteção da população se fez através das campanhas de vacinação em massa, com a vacina VPO (vacina Oral Pólio). Os casos notificados Paralisia Flácida Aguda, com hipótese diagnóstica de poliomielite, recomenda-se a vacinação com VPO na área de abrangência do caso. Ações de educação e saúde são fundamentais, no sucesso dos resultados da campanha de vacinação, colaborando dessa forma para redução dos suscetíveis.

ROTAVÍRUS

O rotavírus é um vírus da família Reoviridae que causa diarréia grave freqüentemente acompanhada de febre e vômitos. É hoje considerado um dos mais importantes agentes causadores de gastroenterites e de óbitos em crianças menores de cinco anos em todo mundo. A maioria das crianças se infecta nos primeiros anos de vida, porém os casos mais graves ocorrem principalmente em crianças até os dois anos de idade.

Como se trasmite?

O rotavirus é eliminado em grande quantidade pelas fezes do doente, sendo a transmissão pela via fecal-oral ou provavelmente por secreções respiratórias (contato com secreções de pessoas infectadas). A água e os alimentos contaminados também podem ser fontes de transmissão do rotavírus.

Sinais e Sintomas

A diarréia por Rotavírus apresenta curto período de incubação (24 a 48 horas) com início abrupto, vômitos em mais de 50% dos casos, febre alta e diarréia profusa, podendo evoluir com desidratação.

Prevenção e tratamento

Além das medidas tradicionais de higiene e de saneamento básico para sua prevenção, a perspectiva real para o controle da diarréia por Rotavírus é a introdução de uma vacina eficaz e segura no calendário de vacinação infantil.  Desde março de 2006 está no calendário de imunização infantil a vacina para Rotavírus.

Nos doentes a principal medida é prevenir a desidratação com uso de Solução de Reidratação Oral para evitar complicações é óbitos.

RUBÉOLA

A rubéola é uma doença exantemática aguda, de alta contagiosidade transmitida pelo vírus do gênero Rubivirus, acometendo principalmente crianças.

Como se transmite?

A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções nasofaríngeas expelida pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar.

O período de transmissibilidade é de cinco a sete dias antes e depois do início do exantema. A maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e depois do início do exantema.

Sinais e sintomas

Febre, exantema maculo-papular, acompanhado de linfoadenopatia retroauricular, occipital e cervical, independente da idade ou situação vacinal.

Prevenção e tratamento

A principal medida de controle da rubéola é feita através da vacinação dos susceptíveis, que inclui vacinação de rotina da rede básica de saúde, bloqueio vacinal, intensificação e/ou campanhas de vacinação.

Não há tratamento específico para rubéola. Os sinais e sintomas apresentados devem ser tratados de acordo com a sintomatologia e terapêutica adequada.


SARAMPO

Sarampo é doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa.

Como se transmite?

É transmitido diretamente de pessoa a pessoa, através das secreções nasofaringeas expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O período de transmissibilidade acontece de quatro a seis dias antes e após o aparecimento do exantema. A maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e depois do início do exantema.

Sinais e sintomas

O paciente apresenta febre baixa, manchas e caroços na pele.

Prevenção e tratamento

Vacinar é o meio mais eficaz de prevenção contra o sarampo. A vacina está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 12 meses de idade. Não existe tratamento específico para infecção por sarampo.

TÉTANO NEONATAL

Doença infecciosa aguda, grave, não-contagiosa, que acomete o recém nascido nos primeiros dias de vida, tendo como manifestação clínica inicial a dificuldade de sucção do seio, mamadeira ou chupetas.

Como se transmite?

Como não é doença contagiosa, não existe transmissão de pessoa a pessoa. Por contaminação durante a secção do cordão umbilical ou dos cuidados inadequados do coto umbilical, e/ou quando se utilizam substâncias e instrumentos contaminados com esporos e/ou a própria falta de higiene nos cuidados do recém-nascido.

Sinais e sintomas

Deixa de mamar, choro excessivo, contraturas musculares ao manuseio ou espontâneas, quando há febre é baixa. O fato de não existir infecção no coto umbilical, não afasta a confirmação da doença.

Prevenção e Tratamento

Através da vacina anti-tetânica, esquema completo e atualizado, parto limpo ou asséptico e cuidados higiênicos e adequados com o coto umbilical.O tratamento, deve ser realizado, preferencialmente, em unidade apropriada de hospital de referência e assistido por equipe multidisciplinar.

TUBERCULOSE

Doença infecciosa e contagiosa, causada pelo “Bacilo de Kock” que se torna grave quando não tratada. Tem preferência pelos pulmões, mas pode acometer outros órgãos, mais freqüentemente os gânglios, pleura, rins, cérebro e ossos.

Como se transmite?

De pessoa a pessoa através do ar, pela propagação de gotículas contendo os bacilos expelidos por um doente com  tuberculose pulmonar ao tossir, espirrar ou falar em voz alta.Pode atingir  pessoas de todas as idades e ambos os sexos.

As pessoas que tem maior risco de adoecer são;

– as que vivem com o doente de tuberculose pulmonar em lugares fechados sem ventilação.
– e aquelas em condições de alimentação, habitação e saúde precárias.

Sintomas

– Tosse com escarro por mais de três semanas
– Falta de apetite
– Emagrecimento
– Dor no peito
– Suores noturnos
– Cansaço fácil
– Febre baixa geralmente à tarde

Prevenção e Tratamento

– Vacinar com BCG todos os recém nascidos.
– Fazer busca ativa e realizar baciloscopia (exame de escarro) de todas as pessoas que apresentarem tosse com escarro por três semanas ou mais.
– Examinar todas as pessoas que coabitam com um doente de tuberculose pulmonar.

Tuberculose tem cura, o tratamento dura seis meses, é gratuito e é realizado nas unidades básicas de saúde.
PROCURE A UNIDADE DE SAÚDE MAIS PRÓXIMA DE SUA RESIDÊNCIA.

Prevenção e Tratamento de Doenças